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Mauro Santayana, que se diz jornalista, é o maior comunista que já li !!!

Ele é a prova da síndrome do PT, síndrome do socialismo/comunisto. Provável agente russo. Prega o domínio mundial pela Rússia e China.

O site é este: http://www.maurosantayana.com/ abaixo alguns artigos para sua análise!

1 - 16/05/2014 - A ANATEL EM ÓRBITA


Como mandar, por 153 milhões, o lucro das multinacionais para cima, e o futuro do Brasil para o espaço.

(Jornal do Brasil) - A ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, licitou, há poucos dias, quatro grupos de direitos de exploração de satélites, em espaços reservados para o Brasil em órbita terrestre.

Venceram a disouta a Hispamar Satélites, controlada pelo Grupo semi-estatal espanhol Hispasat, que ficou com o primeiro grupo de posições licitado, por 65 milhões de reais; a também europeia, de Luxemburgo, SES-DHT, que ficou com o segundo e o terceiro grupos licitados, por 33 e 26,8 milhões de reais; e a também europeia Eutelsat, controlada majoritariamente pelo governo francês, que ficou com o quarto grupo, por 28,35 milhões de reais.    

Como esse espaço, mesmo, que fique algumas dezenas de quilômetros acima de nossas cabeças, pertence à União, e, portanto, a todos os cidadãos brasileiros, seria interessante, se pudéssemos saber:

Quais são os critérios usados pela ANATEL para a fixação de preço para uma posição de satélite durante 15 anos, renovável por mais 15 anos?

Levou-se em consideração a cobertura, o número de transponders e de canais que serão instalados no satélite?

Esses satélites poderão alcançar apenas o território brasileiro, ou também outros países e regiões do mundo?

Que tipos de serviços serão prestados por meio desses satélites? Banda Larga, telefonia, tv a cabo, outros?

Qual é o potencial de faturamento nos próximos 15, 30 anos, em princípio, desses satélites, na prestação direta de serviços à população, e a empresas de telecomunicações, internet, televisão, rádio, etc ? 

Esse potencial foi calculado, com base, por exemplo, no faturamento atual do mercado de comunicações brasileiro?

Nesse caso, por que não se estabeleceu um “aluguel” anual para o Estado Brasileiro, por cada satélite, ou um percentual de retorno mínimo em cima do faturamento mensal, ou anual, de cada satélite?

O mercado brasileiro de telecomunicações – criminosamente desnacionalizado nos anos 90 - fatura mais de 200 bilhões de reais por ano, e representa aproximadamente 54% do mercado latino-americano. Considerando-se, em uma conta rápida, que isso dá mais de 500 milhões de reais por dia – em troca de o país receber péssimos serviços e pagar, segundo a União Internacional de Telecomunicações, das mais altas tarifas do mundo – a ANATEL licitou quatro posições de satélites, cada uma com um tremendo potencial de venda de um amplo leque de serviços, por menos da metade do que se fatura, em telecomunicações, no Brasil, por dia.

Nesse caso, qual foi a contrapartida oferecida pelas empresas europeias à indústria nacional, para vencer, por esse preço, essa licitação?

Os satélites que serão construídos e lançados a um custo de centenas de milhões de dólares, terão algum conteúdo mínimo nacional? Qual é a vantagem que nossos pesquisadores, e a indústria brasileira, terão nesse processo?

O Brasil já constrói satélites, como os CBERS, com 50% de conteúdo nacional, e 50% de nossos parceiros chineses. Também dispomos de laboratórios, como os do INPE, capazes de testar e certificar satélites estrangeiros, como fazemos, por exemplo, para a Argentina.

No caso de não se ter feito nenhuma exigência nesse sentido, porque essa questão, ou essa possibilidade, não foi contemplada no Edital de licitação da ANATEL?

Afinal, trabalhar com tecnologia estrangeira, nem sempre é garantia de ausência de problemas. Um satélite da própria Hispasat,o  Amazonas A4, lançado da Base Aérea de Kourou, na Guiana Francesa, no início do mês de maio, está sem comunicação com a Terra, e pode ser que não venha a funcionar.

Finalmente, considerando-se a importância estratégica da comunicação orbital para qualquer país – mesmo que já se esteja projetando, por meio da Visiona, o desenvolvimento de um satélite para uso militar – e que as posições foram leiloadas por preço mais do que acessível, porque não se reservou pelo menos uma delas para uma empresa de capital nacional, ou o BNDES, por exemplo, não entrou, com a Telebrás, nesse processo?

Aqui, no Brasil falar em capital estatal na área de telecomunicações é pecado, mas poucos sabem que a Hispasat, vencedora na licitação da ANATEL, tem capital da La Caixa, instituição financeira controlada pelo governo da Catalunha, por meio de fundos de pensão públicos, via ABERTIS, e da SEDI – Sociedad Estatal de Participaciones Industriales, e do CDTI – Centro para el DesarolloTecnológico e Industrial, que pertencem ao Governo Espanhol.

O que ocorrerá, no futuro, se precisarmos de novas posições para a instalação de satélites de comunicações nacionais e de defesa - nos próximos 30 anos, por exemplo?  Teremos mais vagas, em órbita, além das que foram “leiloadas” agora?

Finalmente, e mais importante: houve mesmo concorrência nessa licitação?

Eutelsat, que ficou com o quarto direito de exploração de satélite, por 28,35 milhões de reais, é o segundo maior acionista, com 33,69%, daHispasat, maior acionista da Hispamar, que ficou com o primeiro direito de exploração licitado, por 65 milhões de reais. E a ABERTIS, que é a maior acionista da Hispasat, com 57,5% das ações, também é o segundo maior acionista da Eutelsat, com 8,4% das ações.

Foi permitido que os mesmos investidores  concorressem a mais de um grupo de direitos?

Esse tipo de participação cruzada é permitido nas licitações da ANATEL?

Em caso afirmativo, isso ajuda a concorrência, ou a atrapalha?

Isso não bastaria para anular a licitação?

Na década de 70, logo depois da viagem da Apolo 11, muita gente ficou rica vendendo terrenos na Lua, para os incautos.

Precisamos saber se não estamos dando uma de bobos, entregando, da forma como foi feito, nossos “slots” para comunicação via satélite, situados em órbita.


Postado por Mauro Santayana às 19:47  

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A VOLTA DO IMPÉRIO DO MEIO

(Hoje em Dia) - Técnicos do Banco Mundial anunciaram, em estudo divulgado na semana passada, que a China acaba de ultrapassar os EUA em poder paritário de compra, como a maior economia do mundo.

Os chineses costumam dizer que “não interessa a que velocidade você caminha, mas sim, para onde está andando”.

Para o Brasil, quinto maior país e sétima economia do mundo, a inevitável ascensão chinesa, agora voltada para ultrapassar os EUA em PIB nominal, e, um dia, alcançá-lo em tecnologia, defesa, e, com menor desigualdade, em renda, traz inúmeras lições.


A mais importante delas é até onde se pode chegar com um projeto de país baseado no nacionalismo – e não no proverbial entreguismo vigente em nosso país nos últimos 20 anos.

O Estado chinês não financia capitais externos, a não ser que a eles se associe majoritariamente. Ciente da importância de seu mercado interno - convenientemente fechado por muitos anos - ele não empresta dinheiro público para que marcas de automóveis estrangeiras se instalem no país. No lugar disso, compra participação em suas matrizes. E faz isso em todos os setores da atividade econômica.

Seu bem sucedido projeto de desenvolvimento está baseado na presença – serena e incontestável - do estado como proprietário de meios de produção e elemento indutor na economia, em parceria com capitais locais e o capital estrangeiro, que tem que se contentar com um papel secundário no processo, a não ser que queira ficar de fora de um dos maiores mercados do mundo.

Os chineses sabem que de nada adianta industrializar o país e modernizar a economia, se os lucros voarem, todos os anos, para o exterior, como as andorinhas. Afinal, países não são poderosos apenas pelo que produzem, mas também pelo que consomem. Ao ultrapassar os Estados Unidos como o maior mercado do mundo, embora ainda não seja o maior importador, a China dá gigantesco passo rumo ao futuro.

Nos últimos quatro mil anos, a maior parte do tempo, os chineses estiveram à frente da maior economia. A diferença é que - fechados dentro de si mesmos - seus dirigentes encaravam o resto do planeta como bárbaros e sem o refinamento e a educação de sua cultura. Coo nações  interessadas em invadir e destruir seu império, como o “ocidente” fez tão logo pôde, implacável e solerte, em defesa, entre outras causas edificantes, do tráfico de drogas pela Coroa Britânica, que deu origem às Guerras do Ópio.

A diferença entre o Império do Meio de antes e o Império do Meio de hoje, é que a Revolução Maoísta abriu a porta para transformar os camponeses em operários, e, até mesmo, em milionários e empreendedores. Além de que o espaço natural para seus produtos e negociantes, estava, antes, quase sempre, cercado pelas sinuosas curvas da Grande Muralha, enquanto, agora, os limites da influência da Nova China avançam para se transformar, cada vez mais, nos próprios limites do mundo.


Postado por Mauro Santayana às 19:33

15/05/2014

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OS CÃES ENLOUQUECIDOS

(Jornal do Brasil) - Tenho, por motivos que não vêm ao caso, amigos no norte de Portugal, em pequena cidade com bela ponte romana que atravessa o Rio Lima, perto de Vianna do Castelo.

Um dia, há muitos anos, estando por lá, em férias, resolvi sair em domingo calmo, para dar uma volta. De repente, já à tarde, me vi sobre a velha ponte de pedra, a alguns metros de pescador de meia idade, olhando as duas margens do rio.  Nessa época do ano, não chovia e a correnteza diminuía de força e de tamanho.

Estávamos ali, em silêncio, quando, ao longe, vi aparecer massa compacta de vira-latas, mais parecida a uma matilha de cães selvagens do que a animais abandonados que tivessem fugido para o rio.

Quando se aproximaram, uns encostados aos outros, parecendo cercar alguma coisa,  começamos a ouvir uivos. Lancinantes.

Acho que fizemos desfavor aos lobos, ao domesticá-los. Ao conviver com os homens, e se tornarem cães, eles aprenderam coisas boas e ruins, e talvez, das más coisas, mais do que deveriam aprender.

Pensei em descer à areia escura, para ver o que ocorria; mas, como os cães não deixassem de se mover, em direção à ponte, esperei que eles se aproximassem.

Estavam cercando algo, porque o círculo quase perfeito que faziam evoluía como um cardume de piranhas dentro da água,  rodeando sua presa.   

À medida que os cães chegavam mais perto, os uivos iam se tornando mais   agudos e mais desesperados.

Vi então, no meio deles, um cão menor e mais franzino, que estava sendo agredido pelos outros.

Os que estavam mais próximos rosnavam, e latiam com ódio para ele;  os outros fechavam sua passagem, quando tentava abrir caminho para  se afastar do grupo.

Em intervalos curtos, entre os latidos furiosos, mordiam seus flancos, o rabo ou o focinho.   

Apiedado, me aproximei do pescador e entabulei conversa:

- O que será que esse cão fez aos outros, para ser tratado assim? Nunca vi uma coisa dessas. Será que pertence a outro bando, ou tentou  aproximar-se desse?

- Não, não, por aqui só há um grupo de cães, tenho certeza. Mas eles são maus, fazem isso quase sempre, sem motivo.

- Mas por qual razão? – perguntei - eles agem como se soubessem o que estão fazendo. Principalmente, os maiores, os mais agressivos.

- Eu acho que é uma questão de poder.  E de medo.

- Medo de que?

- De que façam com eles o que eles estão a fazer agora a esse infeliz. Se forem perversos, baterem mais, ferirem mais, rosnarem mais, conservam seu lugar no grupo e os outros não se metem com eles. Eles não querem ter culpa como ele.

- Não querem ter culpa como ele? Mas se ele ao que parece, e como o senhor mesmo disse ainda agora, não fez nada?

- Ele não tem nenhuma culpa, mas, pelos ganidos, parece que está a pedir desculpas, como se tivesse, não lhe parece? É como se estivesse com esperança de que, ao aceitar a culpa, qualquer culpa, eles terão pena dele e vão deixar de mordê-lo. Mas não farão isso, o senhor não está a ver, pelo jeito deles?

O homem tinha razão.

Nunca, em minha vida, havia ouvido escapar de um cão sons tão tristes, tão agudos, tão eloqüentes. Era como se pedisse para que parassem. Que o deixassem ir embora. Que não sabia a razão de o terem escolhido, ou do por que estava sofrendo tanto.

A essa altura os cães haviam passado por debaixo dos arcos da ponte em que estávamos e seguiam para o leste.

O pescador me disse que eles iriam levá-lo para a primeira curva do rio, que ficava fora das vistas da cidade.

Com o coração apertado, perguntei-lhe o que iriam fazer com ele.

- Vão matá-lo - respondeu o homem, lançando mais uma vez seu anzol na água  - e depois, comê-lo.

Lembrei-me desse episódio, que estava guardando para uma crônica, ao ler, nos jornais, a história da morte bárbara da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, amarrada e espancada por um grupo de assassinos, no bairro de Morrinhos, na Baixada Santista, em Guarujá.

Uso a palavra assassinos porque, ao contrário do crime pretensamente atribuído à sua vítima – de ter sequestrado uma criança para praticar magia negra - o  deles ficou provado pelo resultado: a morte, por linchamento, de uma jovem mãe,  a partir da divulgação, em site sensacionalista que emula programas vespertinos de televisão, de um retrato falado que teria servido para a “identificação” da vítima pelo grupo de psicopatas que a matou.

Temos tido, no Brasil, nos últimos meses, inúmeros exemplos desse tipo.

Como se não bastassem milhares de mortes de suspeitos, por auto de resistência à prisão, ou em circunstâncias não esclarecidas, pela polícia, pessoas consideradas aparentemente “normais”, estão fazendo “justiça”, ou melhor, cometendo crime de tortura e homicídio, com as próprias mãos. 

Descarregando seu ódio, seu recalque e suas frustrações, com porretes ou pedaços de cano nas mãos. 

Como cães enlouquecidos.

O linchamento é a festa dos assassinos, o playground, ou carnaval dos psicopatas, o recurso mais covarde dos canalhas.

Nada o justifica.

Quem quer punir alguém por um crime, chama a polícia e o entrega à justiça. Quem quer cometer um crime, usa a circunstância de o outro estar cercado, inerme, em minoria - principalmente quando se trata de alguém mais velho, muito jovem ou de uma mulher - para dar vazão aos seus instintos mais baixos, se assenhoreando do corpo do outro, vibrando a cada pancada, a cada paulada, a cada pontapé, bebendo do seu medo, da sua vulnerabilidade, de seu pavor diante da iminência da morte.

Não existe nenhuma diferença entre matar uma criança em um ritual de magia negra e participar do assassinato coletivo de uma mãe.

Os homicidas que humilharam, espancaram e mataram Fabiane Maria de Jesus, devem ser encontrados e punidos, como devem ser os responsáveis pela divulgação do retrato falado e do boato, que não tinham sequer a confirmação do desaparecimento de qualquer criança no município. E que, provavelmente, queriam apenas aumentar o número de visitantes do blog.

A punição maior deve vir da própria consciência dos culpados. Eles mereceriam ouvir, de novo, a cada noite, a cada sonho, para sempre, os apelos dramáticos de sua vítima. Ver, em sua mente, até o último de seus dias, o olhar apavorado de Fabiane, clamando por sua vida.

É isso que nos dá vontade de desejar-lhes, esperando que, em um país que está perdendo a razão em nome do combate à violência, em que não existe mais a presunção de inocência, eles não venham, também, a ser linchados um dia. Se chegar sua vez e seu momento, como chegou, para o cachorro castanho que vi, cercado pelos outros, no areal do rio Lima.

Postado por Mauro Santayana às 04:29

14/05/2014

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ÍNDIA DESMENTE QUE QUEIRA A ARGENTINA NO BRICS

(Do blog) - Dois dias depois das declarações irresponsavelmente lançadas pelo seu embaixador na Argentina – e apressadamente repercutidas, sem confirmação oficial, pela imprensa argentina - o governo hindu desmentiu, oficialmente, em Nova Delhi, que tenha intenção de discutir na Cúpula dos BRICS em Julho, em Fortaleza, a incorporação da Argentina ou de qualquer outro país ao grupo e classificou de especulação qualquer notícia nesse sentido. 

Não contente de falar em nome de seu próprio governo, Amarenda Khatua (foto) disse que o Brasil e a África do Sul também teriam respaldado o convite à Argentina, causando um imbróglio diplomático que deve ter dado trabalho aos Ministérios das Relações Exteriores dos BRICS nas últimas 72 horas:

Postado por Mauro Santayana às 08:51

12/05/2014

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O FOGO ETERNO



(Carta Maior) - No dia 27 de abril, emLvov, na Ucrânia, um grupo de centenas de pessoas – a maioria de jovens “arianos” - se reuniu para prestar homenagem à Décima QuartaDivisão Waffen SS Grenadier. A unidade foi criada pelos nazistas em 1943, com “voluntários” ucranianos, que cometeriam depois diversas atrocidades contra seu próprio povo.

Foi nesse país - tomado pela estupidez e a loucura - que, premido pelas circunstâncias, o “primeiro-ministro” “interino”, Arseni Yatseniuk, foi obrigado a reconhecer a responsabilidade das “forças de segurança” de seu “governo” pela morte, em Odessa,  de 46 pessoas.

A maioria delas foi queimada viva, no interior da Casa dos Sindicatos, ocupada por russo-ucranianos e anti-golpistas, e cercada por um bando imberbe e covarde de aprendizes de assassino, e de “unionistas”. Um termo recém-criado pelos jornais ocidentais para designar os neonazistas do Pravy Sektor, Setor de Direita, da Ucrânia.

As declarações de Yatseniuk - ele próprio já flagrado fazendo a saudação hitlerista - desmentem as primeiras versões, então publicadas por meios de comunicação ocidentais. Os sitiados teriam, segundo elas, queimado a si mesmos, incendiando a base do prédio em que se encontravam, ao atirar “coquetéis” Molotov  na rua.

Nos vídeos feitos no local, em nenhum momento se viu alguém jogando algo, ou disparando, das janelas. Mas, por diversas vezes, se pôde perceber garrafas cheias de gasolina sendo lançadas por quem estava do lado de fora, explodindo, em labaredas, nas paredes, e homens de colete à prova de balas disparando em direção à fachada.

Os nazistas, como seus infernais rebentos, - e certos animais que o temem - sempre tiveram reverente fascínio pelo fogo. Hitler ascendeu ao poder, e exterminou a oposição de esquerda, colocando nos comunistas e socialistas a culpa pelo incêndio – pessoalmente ordenado por ele mesmo – do Reichstag, a sede do parlamento alemão da época.

Göering mandava queimar, publicamente, em grandes piras, obras de arte e livros considerados subversivos, seqüestrados das residências de opositores – o que daria origem, mais tarde, a obras comoFarenheit 451, de Ray Bradbury.

Os assassinos da SS, antes de cercar, incendiar aldeias e matar a população de cidades como Lidíce ou Oradour, cantavam, bêbados, hinos guturais em volta de fogueiras, nas quais esquentavam, à noite,  seus punhais.

E não há como esquecer a luz macabra que saía dos fornos dos crematórios dos campos de extermínio, que se abriam e fechavam sem parar, como a boca insaciável da morte.

 

Mas o Fogo Eterno não é aquele do Mal, que consumiu o prédio da Casa dos Sindicatos e dezenas de vidas na semana passada, em Odessa.

O Fogo Eterno é aquele que brilha, mas não se apaga, no coração dos heróis.

O Fogo Eterno queima, e não se consome,  no peito dos que morreram na luta contra o nazismo. Da mesma forma como estão morrendo, agora, os russo-ucranianos em defesa de seu solo, de sua língua, da honra de seus antepassados, e do sangue que seus filhos herdarão, para contrabandear, driblando desafios e malefícios, até as manhãs do futuro.

O Fogo Eterno é aquele que guiou os manifestantes que, horas depois, libertariam 67 companheiros que estavam trancados nas celas da sede das forças de segurança, na mesma cidade.

O Fogo Eterno é aquele que brilha na alma dos homens e das mulheres, que, aos milhares, depositaram em homenagem aos mortos, dúzias e dúzias de flores, de todas as cores, diante do prédio incendiado, e em outros altares improvisados, por toda Odessa.


Muitos gostariam que essa chama – aquela que Prometeu roubou aos Deuses – a da   da Indignação, da Inteligência e da Utopia, se apagasse de uma vez por todas.

Há quem queira que fique, apenas, a iluminar a humanidade, a luz mortiça que tremula aos pés de barro dos ídolos da cobiça e do egoísmo – e a competição estéril de homem contra homem, pelos frutos do hedonismo, no espaço que separa o nascimento e a morte. 


No entanto - apesar de seus adversários - o Fogo Eterno, que não é aquele do inferno, mas sim, o da Liberdade, continuará a arder no coração dos homens, a incomodar a paz dos indiferentes, a atrapalhar o ócio dos privilegiados. E a iluminar a caminhada da Humanidade, em sua luta por justiça, pelas sinuosas trilhas da História. 

Postado por Mauro Santayana às 19:47

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A ARGENTINA E O BRICS

(Hoje em Dia) - Circula a informação, na imprensa argentina, de que o embaixador da Índia em Buenos Aires, Amarenda Khatua (foto), teria afirmado que Brasil, África do Sul e Índia, estariam dispostos a apoiar a entrada de Buenos Aires no BRICS, a partir do próximo ano.

Com todo o respeito pelos irmãos argentinos, a idéia, por mais que possa ter sido apenas fruto de uma deferência do representante indiano junto ao governo que está servindo, não tem pé nem cabeça, e precisa ser seriamente debatida, se por acaso estiver sendo considerada, mesmo que remotamente, por alguém dentro do governo brasileiro, ou pelo Itamaraty.

Algumas condições fazem do BRICS o que ele é, e justificam a presença dos sócios que fazem parte do grupo até agora.

Em primeiro lugar, os BRICS são, em sua maioria, potências nucleares e espaciais, se considerarmos a própria Índia, a Rússia e a China; reúnem países que têm grandes reservas internacionais, como é o caso da Rússia, com mais de 600 bilhões de dólares em caixa, ou da China e do Brasil respectivamente o primeiro e o quarto maiores credores individuais externos do tesouro dos Estados Unidos.

A maioria são, também, países de grande peso territorial e demográfico, como China, Rússia, Índia e Brasil, ou as nações mais importantes, do ponto de vista geopolítico, comercial e tecnológico, em suas respectivas regiões.

A Rússia lidera as ex-repúblicas da órbita soviética, na Comunidade de Estados Independentes, a China, as nações reunidas no Grupo de Xangai, a África do Sul - que conta com avançada indústria de defesa – a União Aduaneira da áfrica Austral, o Brasil é a maior nação do MERCOSUL, da UNASUL, e do Conselho Sul-americano de Defesa.

PIB mais fraco do BRICS, antes da África do Sul, assim como o Brasil detêm o maior PIB do grupo depois da China, talvez a Índia esteja fazendo um balão de ensaio, na tentativa de diminuir o peso de potências mais fortes, como a China e o próprio Brasil, com a entrada de um país de médio porte, que diluiria o voto e o poder relativo dos países maiores.

O governo brasileiro, que, obviamente, não precisa sequer tocar nesse assunto publicamente, precisa cortar, no entanto - entre quatro paredes, essa hipótese, proposta, se ela realmente existir, no nascedouro.

O BRICS só permanecerá forte - e cada vez mais forte, a partir de iniciativas como a criação do Banco do BRICS, que será discutida na Cúpula Presidencial do grupo, em Fortaleza, em julho - se mantiver sua atual configuração, que lhe assegura presença e ampla cobertura, na Eurásia, no Atlântico Norte, no Extremo Oriente, na África e na América Latina.  

Nossa região já tem assento no BRICS, que está assumindo, cada vez mais, o papel de uma espécie de Conselho de Segurança dos países emergentes, rumo a um novo mundo, mais multipolar e autônomo, com relação ao Ocidente. E esse assento tem dono. Ele pertence ao Brasil.

Postado por Mauro Santayana às 19:16

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BOI, PORCO E FRANGO SOBEM 25% EM UM ANO E O CONSUMO CAI EM 20%. E NÃO É NA VENEZUELA.



(Carta Maior) - Para alimentar sua população, e afastar o risco de uma crise de abastecimento, governo mexicano pede que Brasil e Argentina forneçam, em caráter de emergência, 300.000 toneladas de frango.

É de dar pena. Mas, para infelicidade de seu próprio povo, o modelo neoliberal mexicano  continua fazendo água por todos os lados.

Empresa menos rentável da América Latina no ano passado, segundo o site especializado Latinvex, a PEMEX teve, em 2013, o maior prejuízo de sua história, da ordem de mais de 12 bilhões de dólares – e ele já passa de U$ 2.5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, com todos os seus problemas, a Petrobrás - eleita no mesmo ranking a empresa mais rentável do continente latino-americano em 2013- lucrou, no mesmo período, mais de U$ 10 bilhões.

O conteúdo local dos produtos mandados para o exterior, pelos cinco principais setores exportadores mexicanos, segundo a revista local Paradigma, não chega a 60%, contra 90% no Brasil e na China.

Segundo a OCDE, quatro em cada 10 mexicanos não recebem um salário que dê para comprar uma cesta básica. No norte do México (foto) as pessoas estão comendo ratos, para não morrer de fome ( matéria): 



No país mais desigual das Américas, junto com o Chile, não existe seguro desemprego, e 60% da população ativa está na informalidade. 

Agora, para ilustrar melhor o que verdadeiramente está ocorrendo por lá, o site especializado em proteína animal www.eurocarne.com, citando a associação de importadores de carnes do México, acaba de divulgar que houve um aumento de 25% no preço da carne de frango, boi e porco – o suíno, por exemplo, passou de 30 para 48 pesos o quilo - no mercado mexicano, nos últimos meses, devido ao crescimento dos custos de produção nos EUA, seu principal fornecedor de alimentos.

Com isso, o consumo de proteínas no país de Zapata, com mais de 50% da população em situação de pobreza, caiu, também, no mesmo período, extraordinários 20%.

Para evitar o aumento da inflação e uma grave crise de abastecimento, o governo Peña Nieto está ultimando a importação, da Argentina e do Brasil, em caráter de emergência, de 300.000 toneladas de frango.

E ainda tem mexicano - que com certeza não precisa comer empanada na hora do almoço – que fica falando mal da Venezuela nos sites e redes sociais.

É isso aí.

Trata-se do incompetente e decadente Mercosul, dando de comer ao povo da nau capitânia da “próspera” – o México cresceu a metade do Brasil no ano passado – e “bem sucedida” – na opinião de The Economist e do Financial Times - Aliança do Pacífico.

Postado por Mauro Santayana às 13:23 

09/05/2014

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A EUROPA E OS QUATRO CAVALEIROS

(Hoje em Dia) - Desde tempos imemoriais, a Europa foi  marcada pela guerra e pela crença de que seus limites eram os limites do mundo.

Ainda antes de Cristo, dezenas de conflitos mancharam de sangue suas montanhas e vales, mares e rios,  praias e ilhas do Mediterrâneo.

Às invasões dóricas, seguiram-se as guerras entre romanos e etruscos; as que opunham  cidades-estado gregas, como Esparta e Argos; as guerras persas e as sicilianas; as do Peloponeso; as invasões Celtas e as Púnicas.

No primeiro milênio, entre muitas outras, tivemos as Guerras Ibéricas; a conquista romana da Bretanha; as Guerras Góticas; as guerras civis romanas; a Reconquista; as invasões húngaras; persas contra iberos; os Rus contra Bizâncio.

O segundo milênio começou com a guerra germano-polonesa de 1002; seguida das expedições genovesas à Sardenha; da conquista normanda da Inglaterra, e depois, da Irlanda; e outras disputas, como a Rebelião Saxônica; a Guerra de Independência da Escócia; a guerra dos otomanos contra os sérvios; a Rebelião dos Münster; a Guerra Anglo-Espanhola; as guerras de sucessão; as Guerras Napoleônicas, etc.

Em extensão, duração, e intensidade, nenhuma se comparou, no entanto, à Primeira Guerra Mundial, com 16 milhões de mortos e 20 milhões de feridos, ao longo dos quatro anos de conflito; e à Segunda Guerra Mundial, com 85 milhões de mortos, em todo o mundo, se incluirmos os que pereceram pelo genocídio, as fomes e as doenças.

A Segunda Guerra Mundial foi tão desastrosa para a Europa, que, mesmo dividida, entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia, países como a França e a Alemanha fizeram grande esforço, a partir da Comunidade do Carvão e do Aço, para forjar a Comunidade Econômica Européia e a União Européia, com a esperança de que, ao menos entre eles, as duas maiores nações e rivais do oeste da Europa, não houvesse novos conflitos.

O problema é que, tendo começado como aliança voltada para a preservação da paz, a Comunidade Européia, por meio da OTAN, passou a agir como preposta dos interesses norte-americanos. E, mais tarde, como linha auxiliar dos EUA, em regiões nas quais os europeus já se sentiam nostálgicos de seu antigo poder colonial, como o Oriente Médio e o Norte da África, em países como o Iraque, o Afeganistão e a Líbia.

Nos Balcãs, desmembrou-se a Iugoslávia, mas a intervenção militar posterior não estava voltada contra uma nação determinada, e sim para jogar, uns contra os outros, os pedaços desmembrados do país de Tito.

Ao meter-se na Ucrânia, junto com os EUA, para destruir o país, e promover uma guerra civil, depois de um golpe de Estado,  a UE abandonou, definitivamente, os ideais que lhe deram origem. E voltou a abrir as portas do velho continente aos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, que tantas vezes já o percorreram no passado.


Muito mais comunismo em: http://www.maurosantayana.com/

 

Socialismo pode ser comprovado por Freud como Síndrome de Inferioridade

Síndrome do PT

Mauro Santayana

Mauro Santayana Jornalista Comunista

ANTIAMERICANISMO É COISA SEM NEXO - CAPITALISMO É COMPROVADO -

GRAMSCISMO É TEORIA

Conhecer a história de um homem que teve a vida destruída por ex-mulher que implantou falsas memórias nos filhos.

comente: blog@artisnobilis.com